Projeto de Comunicação Viabilizando a Expressão dos Servidores da SEF/MG

Nildes Pitombo Leite, Victor de la Paz Richarte Martinez

Resumo


As discussões a respeito da gestão da comunicação organizacional privilegiam a dimensão participativa, na qual se insere a construção coletiva de significados. O principal objetivo deste artigo é analisar os fatores propulsores e inibidores da construção participativa na gestão da comunicação da Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais (SEF-MG). Trata-se de um estudo de caso único, com proposta de análise do nível organizacional, cujo levantamento de campo contemplou alta gerência/liderança, assessores, coordenadores, média gerência, gerência de base e gerência em potencial da SEF-MG, perfazendo um total de 464 envolvidos nos desafios de estudar a mudança organizacional necessária a essa construção. Os dados primários, coletados por meio de uma survey de experiência e os secundários, de consulta ao site, foram analisados pelas técnicas de análises de conteúdo e de documentos. A fundamentação teórica envolveu os temas gestão da comunicação e mudança organizacional que constituiram as principais categorias de análise. Os resultados mostram, nas interfaces dos seis grupos, que a gestão da comunicação organizacional envolve diferentes aspectos de natureza institucional, instrumental, estrutural e relacional que podem auxiliar os gestores no desenvolvimento de um processo de mudança organizacional com foco na participação.

Palavras-chave


Projeto de Comunicação Viabilizando a Expressão dos Servidores da SEF/MG

Texto completo:

PDF

Referências


Abbagnano, N. (2003). Dicionário de filosofia. São Paulo: Martins Fontes.

Abrahamsom, E. (2006). Mudança organizacional: uma abordagem criativa, moderna e inovadora. São Paulo: M. Books do Brasil.

Adizes, I. (1991). Gerenciando as mudanças: o poder da confiança e do respeito mútuos na vida pessoal, familiar, nos negócios e na sociedade. São Paulo: Pioneira.

Amorim, M. C. S. (1999). Comunicação planejada, recurso fundamental para a eficácia da gestão organizacional. Caderno de Pesquisa em Administração, São Paulo, 1(9), 98-108.

Argyris, C. (1999). Incompetência hábil. In: Argyris, C.; Bartolomé, F.; Rogers, C. R. et al. Comunicação eficaz na empresa. (pp. 17-27). Harvard Business Review Book, Rio de Janeiro: Campus.

Bardin, L. (2010). Análise de conteúdo. Lisboa, Portugal: Edições 70.

Bartolomé, F. (1999). Ninguém confia plenamente no chefe – e daí? In: Argyris, C.; Bartolomé, F.; Rogers, C. R. et al. Comunicação eficaz na empresa. (pp. 3-15). Harvard Business Review Book, Rio de Janeiro: Campus.

Bastos, V. B. e Santos, M. V. (2007, julho/setembro). Redes informais e compartilhamento de significados sobre mudança organizacional. RAE - Revista de Administração de Empresas, São Paulo, 47(3), 27-39.

Bauer, R. (1999). Gestão da mudança: caos e complexidade nas organizações. São Paulo: Atlas.

Blikstein, I.; Alves, M. A. e Gomes, M. T. (2009). Nova técnica: os estudos organizacionais e a comunicação no Brasil. In: Caldas, M.; Fachin, R. e Fischer, T. (Orgs.). Handbook de estudos organizacionais – ação e análise organizacionais (Vol. 3, pp. 126-130). São Paulo: Atlas.

Cardoso, O. O. (2006, setembro). Comunicação organizacional: novos desafios teóricos. Anais do XXX EnANPAD - Encontro da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Administração, Salvador, BA, Brasil, 23-27.

Carvalho, M. M. e Rabechini, R., Jr. (2006). Construindo competências para gerenciar projetos: teoria e casos. São Paulo: Atlas.

Castro, A. P. (1996). Automotivação: como despertar esta energia e transmiti-la às pessoas. Rio de Janeiro: Campus.

Cleland, D. I. (2004, November). The evolution of project management. IEEE Transactions on Engineering Management, 51(4), 396-397.

Cooper, D. R. e Schindler, P. S. (2003). Métodos de pesquisa em Administração. Porto Alegre: Bookman.

Dalbosco, V.; Nakayama, M. K. e Varvakis, G. (2008, julho/dezembro). A comunicação organizacional como instrumento para a gestão do fluxo informacional e a tomada de decisões na Assembléia Legislativa de Santa Catarina. RGO - Revista Gestão Organizacional, 1(2), 119-131.

Deetz, S. (2010). Comunicação organizacional: fundamentos e desafios. In: Marchiori, M. (Org.). Comunicação e organização – reflexões, processos e práticas (pp. 83-101). São Caetano do Sul, SP: Difusão Editora.

Dinsmore, P. C. (1992). Gerência de programas e projetos (pp. 28-29). São Paulo, SP: Pini.

Eisenhardt, K. M. (1989). Building theories from case study research. Academy of Management Review, 14(4), 532-550.

Eisenhardt, K. M. e Graebner, M. E. (2007). Theory building from cases: opportunities and challenges. Academy of Management Review, 50(1), 25-32.

Fischer, R. M. (2002). Mudança e transformação organizacional. In: Fleury, M.T. L. (org.). As pessoas na organização (pp. 147-164). São Paulo: Gente.

Frame, J. D. (1995). Managing projects in organizations: how to make the best use of time, techniques, and people. San Francisco: Jossey-Bass.

Gabarro, J. J. (1999). Comentário retrospectivo. In: Argyris, C.; Bartolomé, F.; Rogers, C. R. et al. Comunicação eficaz na empresa. (pp. 39-42). Harvard Business Review Book. Rio de Janeiro: Campus.

Gil, A. C. (2009). Estudo de caso. São Paulo: Atlas.

Judson, A. S. (1979). Relações humanas e mudanças organizacionais. São Paulo: Atlas.

Kanter, R. M.; Stein, R. A. and Jick, T. D. (1992). The challenge of organizational change: how companies experience it and leaders guid it. New York: The Free Press, Maxwell Macmillan Inc.

Katz, D. e Kahn, R. L. (1987). Psicologia social das organizações. São Paulo: Atlas.

Kerzner, H. (2006). Gestão de projetos: as melhores práticas. Porto Alegre: Bookman.

Leitão, S. S. (2010, janeiro/junho). A importância do desenvolvimento de competências para a mudança organizacional. Gestão Contemporânea, Porto Alegre, ano 7(7), 245-268.

Leite, N. P. e Prieto, V. C. (2009, fevereiro). Gestão da mudança dos padrões culturais em direção ao paradigma da transformação: o caso da organização Alfa. Produto & Produção, 10(1), 19 – 37.

Lewin, K. (1935). A dynamic theory of personality. New York: McGraw Hill.

Lewis, J. P. (1995). The project manager‟s desk reference: a comprehensive guide to project planning, scheduling, evaluation, control & systems. Chicago: Irwin.

Mailhiot, G. B. (1998). Dinâmica e gênese dos grupos. Atualidade das descobertas de Kurt Lewin. São Paulo: Livraria Duas Cidades.

Mattos, P. L. C. L. (2006). Os resultados de minha pesquisa qualitativa não podem ser generalizados: pondo os pingos nos is dessa ressalva. Anais do XXX EnANPAD - Encontro da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Administração, Salvador, BA, Brasil, 23-27.

Maturana, H. R. e Varela, F. J. (2005). A árvore do conhecimento: as bases biológicas da compreensão humana. São Paulo: Palas Athena.

Maximiano, A. C. A. (2007). Administração de projetos: como transformar idéias em resultados. São Paulo: Atlas.

McClelland, D. C. (1973, January). Testing for competence rather than „intelligence‟. American Psychologist, 28, 1-14.

Meredith, J. R. e Mantel, S. J., Jr. (2000). Administação de projetos: uma abordagem gerencial. Rio de Janeiro: Campus.

Morgan, G. (1996). Imagens da organização. São Paulo: Atlas.

Mota, M. S. e Fossá, M. I. T. (2007, junho). O papel da comunicação organizacional na gestão da mudança: o caso de uma rede interempresarial. Anais do I EnGPR - Encontro de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho, Natal, RN, Brasil, 13-15.

Nascimento, K. (1977). Comunicação interpessoal eficaz: verdade & amor. (Série Desenvolvimento de Executivos, nº. 13). Rio de Janeiro: INCISA – Informação Científica Sociedade Anônima.

Nassar, P. (2010). Evolução da comunicação organizacional brasileira no contexto da Administração. In: Marchiori, M. (Org.). Comunicação e organização – reflexões, processos e práticas (pp. 307- 323). São Caetano do Sul, SP: Difusão Editora.

PMI - Project Management Institute. (2004). A guide to the project management body of knowledge (3a. ed.). Newtown Square, PA: Project Management Institute.

Putnam, L. L.; Phillips, N. e Chapman, P. (2009). Metáfora da comunicação e da organização. In: Caldas, M.; Fachin, R. e Fischer, T. (Orgs.) Handbook de estudos organizacionais – ação e análise organizacionais (Vol. 3, pp. 77-125). São Paulo: Atlas.

Rogers, C. R. (1983). Um jeito de ser. São Paulo: EPU.

Rogers, C. R. (1997). Tornar-se pessoa. São Paulo: Martins Fontes.

Rogers, C. R. e Roerhlisberger, F. J. (1999). Barreiras e portas para a comunicação. In: Argyris, C.; Bartolomé, F.; Rogers, C. R. et.al. Comunicação eficaz na empresa. Harvard Business Review Book (pp. 31-39). Rio de Janeiro: Campus.

SEF-MG - Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais (2010). A Secretaria. Recuperado em 4 novembro, 2010 de http://www.fazenda.mg.gov.br/secretaria/.

Selltiz, C.; Wrightsman, L. S. e Cook, S. W. (2005). Métodos de pesquisa nas relações sociais: medidas na pesquisa social (Vol. 2). São Paulo, SP: EPU.

Senge, P. M; Kleiner, A.; Roberts, C.; Ross, R.; Roth, G. e Smith B. (1999). A dança das mudanças. Rio de Janeiro: Campus.

Souza, M. G. S.; Vasconcelos, L. C. e Borges-Andrade, J. E. (2009, julho/dezembro). Pesquisa sobre mudança nas organizações: a produção brasileira em micro comportamento organizacional. Revista Psicologia: Organizações e Trabalho, 9(2), 32-46.

Vergara, S. C. (2005). Métodos de pesquisa em administração. São Paulo, SP: Atlas.

Yin, R. (2005). Estudo de caso: planejamento e métodos. São Paulo: Bookman.




DOI: http://dx.doi.org/10.5585/10.5585

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Revista de Gestão e Projetos e-ISSN: 2236-0972
Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional